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15-01-2018

Piratini: Giane quer realizar o sonho de voltar a andar

Foto: Nael Rosa/JTR Aos 13 anos, a meningite colocou Giane numa cadeira de rodas

Giane Vitória Oliveira Quadros, até no ano de 2016 – aos 13 anos –, tinha como prazer principal os afazeres domésticos, sendo que cozinhar é o que mais lhe motivava.


Preparar refeições para mãe, Oriolina Ribeiro o padrasto Alexandre Epifânio Lisboa, que entrou para família quando ela tinha apenas três anos, e também  para seus três irmãos, integravam as tarefas do dia, que incluía cursar a sétima série.



Mas há dois anos, tudo mudou. Uma forte dor na nuca e vômitos deram início a uma grande procura por prontos-socorros de três cidades e, só no último, o Hospital Universitário São Francisco de Paula, de Pelotas, o diagnóstico que mudaria a vida de Giane foi dado: meningite. Imediatamente, duas válvulas foram inseridas, através de um processo cirúrgico para a drenagem de líquido produzido pelo organismo.


Essa história, que tem outros capítulos, nos foi trazida pela leitora Suzeli Gomes, que compartilha do sonho de Giane que a seguir ao diagnóstico, passou a viver a maioria das 24 horas do dia em uma cadeira de rodas, atualmente já não proporcional às suas medidas, pois a inércia a fez ganhar peso.


A grande vontade da leitora é que a menina volte, mesmo com limitações – como amparada por muletas –, a andar. Isso na vontade de Suzeli e da família de Giane seria possível, porque a cadeirante não perdeu sequer um por cento da sensibilidade nas pernas.


Na última segunda-feira (8), nossa reportagem foi junto com a leitora até a localidade do Passo do Goulart, distante 44 quilômetros por via asfáltica de Canguçu, mas já dentro dos limites de Piratini, para onde a menina retornou há três semanas, depois de passar, segundo ela, por um difícil período com o pai biológico e detentor da guarda.


“A esposa dele me maltratava. Dizia que se eu fizesse minhas necessidades nas fraldas, que sou obrigada a usar, eu seria castigada. Aí eu ficava até o dia seguinte com vontade e até que minha cuidadora chegasse”, contou a adolescente, que denunciou: “eu recebi um retroativo do meu beneficio do INSS num total de R$ 3.900,00, mas ele não me entregou, o que lamentei, pois com esse valor daria para comprar uma nova cadeira de rodas e um andador”.


O padrasto, ao saber da situação, que conforme incluiu a proposta como saída final uma casa de passagem, tomou providências junto ao Ministério Público, em Canguçu, e conseguiu que a enteada voltasse para casa, mas foi determinado um período de quatro meses para adaptação, e após, a situação será reavaliada.


Giane, que às vezes abandona a cadeira de rodas e dá passos pela casa no andador, sabe que precisa de fisioterapia contínua, o que conforme sua opinião leiga, permitiria que ela retomasse uma boa parte dos movimentos, já que a sensibilidade dos membros inferiores permanece.


“Já tentamos em Canguçu, mas nos foi alegado que não poderiam fornecer o serviço porque moramos fora dos limites. Assim, resolvemos ir à imprensa porque em Piratini vimos como inviável dado à distância e o trecho de chão batido”, explicou o padrasto.


Secretária de Saúde retrocede e garante que menina será atendida em Canguçu


Ao final da entrevista, realizamos contato com os gestores da Saúde das duas cidades em questão. O secretário Diego Espíndola, que comanda a pasta em Piratini, já tinha conhecimento do caso, mas argumentou ser impossível que qualquer paciente, principalmente na condição de Giane, tenha algum ganho com a realização das sessões fisioterápicas, tendo que percorrer antes e depois dos exercícios quase 60 quilômetros de estradas não pavimentadas, além de 44 quilômetros de asfalto.


“A paciente já é debilitada. O relaxamento muscular, por exemplo, uma das funções fisioterápicas, não adiantaria de nada ao retornar para casa. Outro fator que me preocupa é o retirar e colocar da menina no carro, o que ocorreria quatro vezes a casa sessão. Isso causa lesões, hematomas. Mas concordo que se ela mantém a sensibilidade nas pernas, com a fisioterapia, ela poderá vir a ter uma melhor qualidade de vida”, disse Espíndola.


Através do vice-prefeito Cledemir Oliveira, que inclusive se fez presente à entrevista, conversamos sobre o caso com a secretária de Saúde Míriam Lisiane Neutzling, que amparada pela lei com relação aos limites territoriais, mas principalmente na falta de estrutura, como por exemplo, carro para o transporte, e também na extensa lista de espera que o município tem para fisioterapia – que chega a sete meses –, não havia concordado em atender a jovem quando a família solicitou.


“Agora temos uma equipe de saúde trabalhando próximo do local onde ela reside. Não é algo que fizemos no nosso cotidiano, pois somente pacientes da cidade, acamados, principalmente com Acidente Vascular Cerebral (AVC), recebem atendimento domiciliar nas primeiras dez sessões, depois disso, tem que ser no hospital” explicou Míriam.


A secretária acrescentou entender que no caso de Giane, a fisioterapia tem que ser contínua: “Autorizamos, no máximo, 30 sessões. Depois, o paciente é reavaliado e se obteve melhora no seu estado de saúde, vai pra fila de espera, para que o tratamento tenha continuidade”. 


Ficou decidido então, que quando abrir uma vaga no hospital onde o trabalho com os profissionais é realizado, Giane será buscada e levada em casa de duas a três vezes por semana para que sua situação tenha andamento. “Assim que abrir a vaga, e isso não vai demorar, as viagens começam”, concluiu a secretária. 


Redator: Tradio Regional



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