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Ano XVIII - Número 637 dezembro - 2018

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11-10-2018

Entrevista do JTR com o candidato José Ivo Sartori


Foto: Karine Viana/Palcio Piratini

Durante a campanha eleitoral para o segundo turno, o JTR estará realizando entrevistas com os dois candidatos para a gestão do estado. Nesta edição, você encontra a entrevista com o candidato do MDB e atual governador, José Ivo Sartori, falando sobre as principais pautas do seu primeiro mandato e futuras ações, se reeleito.


Durante o primeiro mandato, o governo do Estado defendeu a privatização e federalização de estatais, como a CEEE-D, Sulgás e CRM, porém não teve apoio da maioria da população. Caso se reeleja, o senhor e a gestão pensam em reformular a proposta e continuar com a intenção de privatizar? 



Sartori: A população não teve o direito de se manifestar porque foi impedida pela Assembleia Legislativa a realização do plebiscito no último domingo, junto a eleição, o que pouparia um gasto de R$ 18 milhões. Nós encaminhamos isso para a Assembleia, ainda em 2016, depois separamos os três processos para facilitar. Se não poderia tirar o plebiscito da Constituição, que era o nosso pedido, então que se fizesse o plebiscito como nós desejávamos. Infelizmente, a população não teve a oportunidade de se manifestar e ser ouvida sobre o tipo de estado ela queria e desejava. Esta questão nós vamos manter sim, a ideia e a convicção muito clara de que é preciso o Estado se desfazer daquilo que ele não precisa, para que os recursos possam ir para outras áreas que são necessárias para a população.


Dentre os projetos de governo, está sanar os gastos públicos. Uma das ações foi o parcelamento de salários de servidores, situação que dura 34 meses. Nessa medida tomada pelo governo, já houve reflexos de melhorias para o setor econômico? Pretende continuar com essa medida?


Sartori: O escalonamento de salários nunca foi uma ação do governo para reduzir gastos. Nós tomamos medidas para equilibrar as contas do Estado, tanto é verdade que o déficit do Rio Grande do Sul estava projetado para o final deste ano para R$ 25,5 bilhões e nós vamos chegar a R$ 8 bilhões. Eu acho que é obrigação do governo pagar salários e manter serviços essenciais, como hospitais, escolas, polícia civil e militar, mas devo dizer que esta nunca foi uma decisão política, mas foi uma necessidade pela falta de dinheiro. Hoje, quem recebe menos, recebe antes que os outros que recebem mais, o governador, o vice-governador e os secretários são os últimos a receber. Nós pagamos sempre com os juros pelo atraso que recebem. Temos um plano que é viável para manter os serviços essenciais e voltar a pagar os salários em dia, que é aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. Sobre a continuação dessa medida, se não tem o dinheiro, evidentemente que irá seguir. Eu espero que a gente possa assinar o acordo de Recuperação Fiscal por três anos, que vão fazer com que permaneça no estado R$ 11,3 bilhões que daria para investir na saúde, na educação, na segurança, nas rodovias e nas políticas sociais para atender aqueles que mais precisam e também para os servidores e os aposentados. 


Na educação, o plano de governo conta com a readequação do quadro funcional e escola em tempo integral no ensino médio, mas houve cortes nos investimentos e, consequentemente, fechamento de 36 escolas durante a gestão. Como pretende implementar estes projetos em 2019? Como será a estrutura para que os alunos tenham este horário ampliado? 


Nós queremos deixar bem claro que foram seis escolas fechadas em Porto Alegre. Não se pode manter uma escola com menos de 10 alunos aonde, normalmente, os alunos são menos que os próprios servidores e professores daquela escola. E também porque socialmente não ajuda na convivência dos alunos. Nós ampliamos as escolas de tempo integral, passamos de 46 escolas para 109. Estamos fazendo obras nas escolas, reformas, inclusive na rede elétrica, com os cursos de Engenharia Elétrica do estado, para o projeto de toda rede elétrica das escolas estaduais, com projetos daqueles que estão se formando em engenharia elétrica. Se fossemos fazer esses projetos dentro do governo, com certeza nós estaríamos levando de 20 a 30 anos para poder reformular isso. Fizemos a Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (CIPAVE), reduzindo o número de ocorrências nas escolas e a diminuição do bullying em praticamente mais de 30%. Investimos em cadeiras, mesas, netbooks, notebooks, lousas eletrônicas e qualificamos os professores. Eu acho que nós todos estamos trabalhando para que o Rio Grande volte a ser referência em Educação, mas isso conta com a parceria de municípios.


Os hospitais do estado têm passado por dificuldades financeiras em consequência de atrasos dos repasses estaduais, como, por exemplo, a Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, que tem fechado setores. Quais são os futuros projetos e ações que deverão ser implantadas para melhorar a atual situação? 


Nós garantimos que vamos conseguir repassar os 12% do orçamento da saúde, para atender a população. Nós procuramos sempre fazer o possível, estamos fazendo de tudo para atender a todos. Mesmo com toda essa crise, nós nos orgulhamos de ter conquistado o menor índice de mortalidade infantil da história do Rio Grande do Sul. Pelotas conta com um dos consultórios remotos para atendimento de oftalmologia, para melhorar o acesso da população ao diagnóstico de oftalmologia e reduzir as filas de espera por consulta. No estado, temos o TELESAÚDE que vem reduzindo as filas nas consultas especializadas e também o investimento na saúde da mulher, em mamografias, exames de colo de útero, acompanhamento de gestantes. 


A Zona Sul possui fomento relativo à agricultura familiar e as agroindústrias. O governo pretende realizar projetos para desenvolver este setor? Haverá incentivo para a permanência no campo e ao pequeno produtor?   


Este setor recebeu sempre a atenção e na Expointer conseguimos criar mais um pavilhão para a agricultura familiar. Nós, além de ampliar o pavilhão, criamos o cadastro ambiental rural para que todos pudessem participar. Nós tivemos 433 agroindústrias formalizadas, muitos espaços e feiras para comercialização. Eu diria que intensificar a nossa proposta é intensificar a produção no campo, fortalecer o programa para agregação de valor e também a capacitação e a qualificação dos agricultores através do incentivo às cooperativas e a todas as organizações para reforçar a questão associativa no meio rural e o cooperativismo gaúcho. Também, estamos tratando de melhorar as escolas agrícolas em parceria com o Sebrae e o SENAR e criamos as delegacias de combate aos crimes rurais e ao abigeato, que reduziu o crime em mais de 30% nesse tempo.  


Dentre as pautas mais pedidas pela população, está a segurança. Falta de efetivo, superlotação de presídios e aumento da criminalidade assustam a todos. Como mudar este cenário em meio à crise financeira? 


A primeira coisa que faremos é colocar a polícia na rua, escolhendo os lugares com mais criminalidade. Para isso nós chamamos 4.300 servidores novos para a área de segurança e fizemos um concurso agora para 6.100 novos agentes, sendo que 2 mil soldados chamados estão se preparando para logo entrarem em operação. Foram adquiridos veículos, armas e equipamentos novos. Criamos o Sistema Integrado com os Municípios (SIM) e cerca de 430 cidades já aderiram, que não é apenas para fazer um videomonitoramento na localidade, mas também para procurar fazer em todo RS o cercamento eletrônico para que as informações cheguem na inteligência. Criamos em torno de 4 mil novas vagas nos presídios através da permuta de imóveis e conseguimos botar em vigência o Presídio de Canoas. Programas para jovens em vulnerabilidade social também estão sendo colocados em práticas, para dar oportunidades e prevenir que entrem para o mundo do crime. 


Realizando um panorama da atuação da administração nestes quatro anos, quais são as perspectivas para a próxima gestão, caso seja reeleito, já que o governo atuou mais na organização das dívidas? Quais as primeiras medidas que serão tomadas em 2019?


Nós pretendemos manter o processo de gestão e de governança, com o acordo de resultados. Talvez seja um dos estados que esteja mais avançado na questão de administração propriamente dita porque não se coaduna mais o pensamento que poder público não tem que fazer gestão. Tem que fazer gestão e nós estamos realizando e devemos encaminhar novamente a proposta de plebiscito para dar voz às pessoas sobre as estatais de energia, dar continuidade ao plano de concessão as rodovias e iniciar as negociações para duplicação da BR-101. Nós temos um plano que tem começo, meio e fim, é melhor começar tudo do zero ou no rumo certo? É mais importante ter a boa política, agir com seriedade e honestidade.


 

Redator: Tradio Regional



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