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16-04-2012

Em Arroio do Padre, história, cultura e desenvolvimento andam juntos para o futuro


Foto: JTR Em 1882 foi fundada a Comunidade Evanglica de Arroio do Padre II, que e hoje a rea urbana do municpio

Conhecida pelas suas belas serras e paisagens, Arroio do Padre comemora em 2012, 16 anos de emancipação político-administrativa. No entanto, sua história não é tão recente e ajudou a construir a base que possibilitou sua emancipação. A colônia alemã-pomerana só ganhou sua emancipação em 17 de abril de 1996 e teve suas primeiras eleições em outubro de 2000, quando a comunidade foi às urnas para eleger seus primeiros representantes.


Mesmo sendo um município jovem, hoje, Arroio do Padre - constituído oficialmente em 1º de janeiro de 2001 - é um dos mais desenvolvidos da região sul, apresentando índices de desenvolvimento, saúde e educação – conforme dados do Tribunal de Contas do Estado – exemplares. O município de 2740 habitantes, dispersos em 114 km², possui um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 17 milhões, e um orçamento municipal de R$ 11 milhões, que somados, chegam a um total de R$ 28 milhões. O resultado é uma renda de R$ 10,2 mil por pessoa, em um município 95% agrícola, sem indústrias para agregar recursos.



No entanto, recentemente, a Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE) divulgou um relatório que colocou o município dentre os últimos do RS, conforme o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) de 2009. De acordo com o relatório, Arroio do Padre ocupa a última posição em saneamento e obras públicas, tendo ficado em 483º lugar no ranking geral dos municípios em 2009. Em renda, a cidade ocupa apenas o 465º lugar; e em saúde, o 463º lugar. O melhor desempenho ficou por conta da educação, onde passou a ocupar a 82º posição no ranking.


Baseado em dados do Censo realizado pelo IBGE em 2000, os números apresentados pela pesquisa causaram estranheza na administração pública, já que outros órgãos estaduais que avaliam o desempenho dos municípios gaúchos mostram Arroio do Padre, sempre em boa posição, se comparado as outras cidades da região sul do Estado, tendo inclusive ganho diversos prêmios pelo bom desempenho.


Conforme o prefeito municipal, Jaime Starke, os índices apresentados pela FEE são questionáveis e carecem de fontes atualizadas que expliquem o porquê dos resultados. “Já providenciamos um pedido de explicações sobre os números apresentados e junto encaminhamos os dados que temos de órgãos oficiais como o Tribunal de Contas do Estado e a Confederação Nacional dos Municípios, para comprovar que os valores utilizados pela fundação como base para a definição do índice estão desatualizados”, informa Starke.


Segundo o chefe do Executivo, se estes números foram baseados no Censo de 2000 – quando o município estava iniciando suas atividades administrativas e não possuía nem uma gestão política definida – não podem ser tomados como referência para a criação de estatísticas referentes ao ano de 2009, quando a sua gestão assumiu a prefeitura, já que o município ainda não teria tido tempo para fortalecer políticas públicas, por estar ainda em processo de estruturação da máquina pública.


Saneamento Básico


O prefeito explica que hoje o desempenho do município em áreas como educação, saúde e saneamento básico, está dentro e até supera os números apresentados por algumas cidades da região. “Na área de saneamento básico, por exemplo, realmente o município não utiliza um sistema de tratamento coletivo de esgoto, até pela área ser muito grande e geologicamente muito acidentada. Mas cada residência tem um sistema de tratamento individual - por meio de fossa, filtro e sumidor -, e nada vai parar nas ruas, onde não existem valetas e nem esgoto a céu aberto”, afirma, lembrando que o tipo de sistema de saneamento e de distribuição de água utilizado pelo município está dentro dos padrões aceitos pelos órgãos fiscalizadores.


Educação e saúde


Ele cita ainda o fato de Arroio do Padre investir em média 31% do orçamento municipal em educação e mais de 20% em saúde, percentuais bem acima do mínimo exigido pela União que é de 25% para a educação e 15% na saúde. “Em 2010 ficamos em 40º lugar no Estado entre os municípios que mais investiram em educação, e em 1º aqui na região. E esses são dados do Tribunal de Contas do Estado, cujos números nos colocam sempre entre os oito melhores municípios da zona sul em investimentos em educação e saúde”, revela Starke.


Com relação à saúde, o prefeito destaca o 3º lugar obtido por Arroio do Padre em 2010 como um dos municípios da região sul que mais investem em saúde, ficando em 83º no Estado. “Isso que ainda não temos os números de 2011, onde o município deve ter evoluído ainda mais, seguindo o padrão iniciado ainda em 2009”, diz. Além disso, o chefe do Executivo ressalta o fato de não haver mortalidade infantil em Arroio do Padre – um dos índices avaliados pelo Idese - desde 2008. “Nesse período, tivemos apenas cinco nascimentos de crianças abaixo do peso [outro número levando em conta pelo Idese] e nenhum resultou em óbito”, conta.


Segundo Starke a avaliação de municípios pequenos, caso de Arroio do Padre, através de índices como o Idese é muito perigosa, pois o coeficiente padrão é muito alto. “O município têm poucos habitantes. Se, por exemplo, tivéssemos um óbito infantil, ele representaria um índice de 44 crianças nascidas mortas a cada mil nascimentos. Só que Arroio do Padre possui uma natalidade de apenas 30 crianças por ano”, explica. “É só vir ao município para ver que a realidade é muito diferente da apontada no Idese. Nós trabalhamos com o que vemos e sabemos que Arroio do Padre está crescendo, ganhando cada vez mais destaque no cenário regional”, finaliza.


Uma história para contar


Os primeiros habitantes do mais novo município da Serra do Tapes, foram os índios Tapes e Carijós (Tupi-guarani). Ao longo do século XVIII, espanhóis e portugueses dominaram a região sem, no entanto, povoá-la devido ao terreno ondulado e à mata nativa, imprópria para a criação de gado. Assim, em meados do século XIX a região compunha-se de grandes latifúndios e terras devolutas, até que em 1868 iniciou-se a expansão da colonização alemã-pomerana de São Lourenço do Sul.


Na época, os colonos migrantes atravessaram o arroio Grande e se estabeleceram perto do arroio Pimenta no topo de uma pequena coxilha, dando origem a colônia Cerrito, onde foi fundada, no dia 29 de abril de 1869, por Karl Baller e Guilherme Schumann, a Comunidade Evangélica da Colônia Serrito. Ainda em 1868, Augusto Gerber e Guilherme Bauer fundaram a colônia de Arroio do Padre (Arroio do Padre I) às margens do arroio de mesmo nome. Já na década de 1870, os moradores dessas duas áreas, iniciaram a ocupação do topo de outra coxilha, onde em 1882 foi fundada a Comunidade Evangélica de Arroio do Padre II, que é hoje a área urbana do município.


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