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16-11-2018

ESPECIAL ELEIÇÕES: Fernando Marroni assume compromisso com as demandas regionais


Foto: JTR Marroni destaca a grande votao obtida pelos deputados do PT

Com uma trajetória reconhecida na Câmara dos Deputados, em Brasília, Fernando Stephan Marroni, de 62 anos, do Partido dos Trabalhadores (PT), assume no dia 1º de fevereiro de 2019, pela primeira vez, uma vaga na Assembleia Legislativa (AL) do Estado, conquistada com 30.704 votos, 11,86% dos votos válidos em Pelotas, cidade em que foi prefeito, entre os anos de 2001 e 2004.


Segundo ele, esta eleição é mérito de sua trajetória política, construída desde 1992, sempre pelo PT, e a expressão da confiança de seu eleitor, a qual promete honrar com trabalho e dedicação. “Na campanha assumi um compromisso regional de puxar a brasa para o nosso assado e é isso que vou fazer, sempre defendendo as pautas da região”, ressalta.



Marroni destaca a grande votação obtida pelos deputados do PT, tornando-o o partido mais votado para a AL com a eleição de oito deputados estaduais. O partido, junto ao MDB, PP e PSL - os quatro mais votados - devem fazer rodízio na presidência da Casa. “O partido deve assumir a presidência no terceiro ano, mas ainda não tem nomes para o cargo”, diz o deputado.


É do PT, também, a maior bancada no Congresso Nacional, com 56 deputados, além de ter eleito quatro governadores, o segundo maior número de deputados estaduais do país. “Ao contrário dos prognósticos, o PT não foi derrotado nesta eleição, nos sentimos vitoriosos, pois o partido sobreviveu à avalanche fraudulenta que foi esta eleição”, comenta.


Diferente de deputado federal, o deputado estadual tem uma relação mais regional, um mandato mais distrital e deve trabalhar por temas que, conforme o parlamentar são mais atuais do que nunca, como o leite, frutas e hortigranjeiros - características típicas de agricultura familiar e que têm relação com a região. “Temos um grande dever de casa do ponto de vista de experiências importantes, como os polos naval e eólico regionais, que precisam ser ressuscitados”, afirma. 


Outro projeto de sua autoria como parlamentar, que precisa do polo naval para ressurgir, é o trem regional, proposta de uma linha entre Rio Grande e Capão do Leão. “Projetos estruturantes com retorno longo de investimentos não podem depender da iniciativa privada, devem ser feitos pelo governo do Estado e depois entregue a sua administração à iniciativa privada para pagar a longo prazo”, defende.


Ele criticou o governo Sartori pela falta de apoio em defesa da continuidade do polo naval e das cadeias produtivas mais tradicionais do estado, como leite e frutas, que não tiveram a devida proteção. Outra crítica de Marroni diz respeito ao atraso dos salários dos servidores e dos repasses à saúde - o que ocasiona o atraso nos pagamentos dos funcionários dos hospitais - que geraram um grande impacto econômico ao Rio Grande do Sul. Segundo o deputado, a economia do RS caiu 14 pontos percentuais em dois anos (2016 e 2017). “Nestes últimos anos, o RS conviveu com uma renúncia fiscal insustentável”, ressalta.


O parlamentar destaca que jamais planejou sua carreira política, que foi acontecendo e nesta eleição, não foi diferente. Ele conta que, após sua contribuição como deputado federal, a intenção era continuar nesta trajetória, no entanto, com a decisão de sua esposa, Miriam Marroni, em não concorrer na eleição para encerrar sua carreira na universidade, achou por bem manter esta representação da Zona Sul na Assembleia.


Entre as suas realizações como deputado federal, Marroni destaca que se dedicou a temas de infraestrutura e desenvolvimento, trabalhando ao lado das prefeituras para que políticas públicas dos governos Lula e Dilma para construção de creches, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de programas de agricultura e agroindústria familiares pudessem chegar à região. “Atribuo o mandato a estes temas e à relação com as prefeituras para pleitear programas de infraestrutura e desenvolvimento econômico”, comenta.


Para ele, pautas como os polos naval e eólico não ficaram no passado. O polo eólico deve continuar e precisa ser alvo de expansão, com a construção de torres não apenas em terra, o que segundo ele, estraga a paisagem litorânea, passando a construí-las no mar. Além disso, defende que determinadas cadeias produtivas tradicionais da região têm que ter a proteção do Estado e não podem estar expostas à relação predatória com outros países, como é o caso do leite com o Uruguai e do pêssego com o Chile, Argentina e Grécia.


Quanto a sua expectativa em relação ao novo governo estadual, Marroni acredita que não haverá grandes mudanças no Estado e nos municípios, se não houver um projeto nacional, conforme ele, para que a região e a cidade possam ser positivos quanto à destinação de recursos e prioridades.


Quem é Fernando Marroni


Fernando Stephan Marroni, 62, é filiado ao PT, desde os seus 20 anos, e em 1992, enfrentou sua primeira eleição, para vereador de Pelotas, obtendo 1.256 votos e ficando como segundo suplente. Foi prefeito de Pelotas e pela primeira vez assume uma cadeira como deputado estadual.


Segundo ele, seus primeiros passos na política foram no movimento estudantil, junto ao Diretório Acadêmico (DA) da Engenharia Elétrica da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). “Aos 18 anos, quando me formei na ETFPel, que na época era de regime semi-interno, nem sabia o que acontecia nas ruas”, diz. 


Marroni foi trabalhar em uma empresa que fabricava equipamentos para a telefonia e estava vinculado ao Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. “A experiência sindical foi meio de longe”, justifica. Ao voltar para Pelotas, além do DA da UCPel, foi trabalhar na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e acabou se envolvendo às lutas sindicais da Associação dos Funcionários da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), que presidiu entre 1987 e 1991. Em 1989, assumiu a direção nacional da Federação dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). “Nesta época a nossa bandeira era arroz, feijão, saúde e educação”, afirma ele, que considera as universidades o embrião da redemocratização do país. 


Na pauta das discussões da época, pós-ditadura e pós Constituinte, estavam o ensino público e gratuito, a defesa da autonomia da universidade pública, dentre outras.


Em 1996, disputou sua primeira candidatura a prefeito de Pelotas, chegando ao segundo turno contra Anselmo Rodrigues, que foi eleito.


Em 1998, foi o quarto deputado federal mais votado pelo partido no Rio Grande do Sul, com 47 mil votos. Em 2000, trocou a Câmara dos Deputados pela prefeitura de Pelotas. Depois de não obter a reeleição, concorreu novamente à Câmara dos Deputados (2006) e, com 70 mil votos, ficou na primeira suplência, assumindo o mandato em janeiro de 2009.


Em 2010, foi reeleito deputado federal com 87 mil votos, entrando para a história como o candidato ao cargo mais votado de Pelotas em todos os tempos. Em 2012, concorreu novamente a prefeito de Pelotas e foi para o segundo turno com o candidato eleito do PSDB, Eduardo Leite. 


Em 2014, foi eleito deputado federal, mas por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2015, passou a primeiro suplente do PT, perdendo o cargo para José Otávio Germano (PP). A mudança ocorreu pela validação dos votos de Claudio Janta (SD), que integrou a coligação de Germano, alterando o quociente eleitoral, que determina o número de votos para cada cadeira na Câmara. 


Engenheiro eletricista formado pela UFPel, é também servidor da universidade. É casado com a psicóloga e atual deputada Miriam, com quem tem as filhas Camila e Otávia e avô de Maria Eduarda.


 

Redator: Tradio Regional



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