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2017-06-09 Padre Carlos Rômulo

No dia em que o Vaticano anunciou que Montenegro tinha um novo bispo - de Pelotas -, monsenhor Carlos Rômulo, convidei colegas de aula - Lyl, Mônica, Maurício e Michel - para ir à capela do Seminário fazer uma oração agradecendo pela vida do nosso professor e colocando nas mãos de Deus o futuro que o esperava.

Dias depois, numa segunda etapa de estudos - padre Rômulo conosco - fomos ao mesmo local confirmar que aquele que foi companheiro, animador, mestre, merecia que repassássemos a energia das nossas preces para que, até em momentos difíceis, não se sentisse só, mas amparado pelo amor que conquistara.

Contei, então, a história de um pastor missionário no interior da África, que fazia um dia de viagem até cidade maior para buscar dinheiro e suprimentos. Numa ocasião, encontrou um rapaz ferido. Cuidou dele e levou-o a um hospital. Soube, então, ser um ladrão que tinha feito um assalto, mas, na divisão do saque, brigara e levou a pior.

O pastor disse os motivos que o traziam à cidade. E continuou com a vida normal. Algum tempo depois, encontrou o ladrão, que contou uma história: soube que chegara e convocou parceiros para assaltá-lo. Seguiram-no. Quando dormia, atacaram. Surpresos, se depararam com 12 “anjos”, ao seu redor, zelando por seu sono!

Esta história o religioso contou para sua congregação, já na Europa. O mais velho da comunidade perguntou quando teria sido. Confirmada a data e hora, contou ter sentido necessidade de rezar pelo pastor. Passou pela casa dos parceiros e foram para a igreja. Quantos eram? Aos poucos, levantaram-se, emocionados, exatamente 12 homens!

Durante muito tempo, depois que se tornou bispo, dom Jayme Chemello ainda era chamado de padre Jayme. Havia toda uma história, um caminho trilhado. Muitos anos em que as pessoas - especialmente os casais - se acostumaram com o pastor que tinha na orientação espiritual um carisma especial.

50 anos depois, o olhar se volta para um jovem padre, que será sagrado bispo no dia 4 de junho. A caminhada recém iniciou e, por muitos anos, pessoas o chamarão de padre Rômulo, na certeza de que a marca “padre”, “pai” não se apaga. Afinal, ser “pastor” é cuidar de gente.

A oração de amigos e anônimos garante o sucesso da sua missão. Ir para a “Diocese da Alegria” o compromete com o pedido do papa Francisco, de que, em meio a tantos e graves problemas sociais, sua ação sinalize o caminho de homens e mulheres ao procurar abrigo em seu rebanho, que será, com certeza, lugar de fé e de esperança.  

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Manoel Jesus

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