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2016-11-07 Aposentado, mas não morto

A reforma na Previdência Social - diga-se o direito à aposentadoria - embutiu um item que só pode ser brincadeira de mau gosto: desconto nos proventos dos aposentados, como contribuição previdenciária. A explicação é de que mesmo não tendo o direito de reajustar o que recebe, faz - eufemismo - uma “participação solidária”.

Quem paga, novamente, é o trabalhador. Desde que se criou este seguro aconteceram muitas mudanças, como a que instituiu o regime trino - governo, empresário e o trabalhador contribuindo. O governo não efetivou a parceria, mas raspou o caixa em diversas oportunidades, como foi o caso da construção de Brasília. O empresário, quando se vê apertado, deixa de recolher, mesmo que pague mais tarde.

Já o trabalhador tem o recolhimento compulsório. Paga pelo que deve e o que não deve e viu inchar o número de quem recebe proventos mesmo nunca tendo contribuído, muitas vezes com interesses políticos, sem qualquer planejamento. Mas há um outro lado que merece reflexão: a repercussão social. É o caso dos que recebem no meio rural e se tornam arrimo financeiro de muitas famílias.

“Aposentado, mas não morto” foram artigos publicados antes da minha aposentadoria, quando falava das perdas sucessivas que fazia com que as pessoas que programaram viver de um jeito - depois que parassem de trabalhar - diminuem sua qualidade de vida, se não conseguem renda complementar. 

E os que não o conseguiram viram seus vencimentos defasarem até que, hoje, tenham chegado ao mínimo, quando imaginavam receber o equivalente a dois ou mais salários. Sempre alertei que era necessário haver mobilização não somente daqueles que estavam aposentados, mas também daqueles - como eu - que um dia iriam se aposentar.

Hoje, aposentado, sinto na carne este processo. A Previdência reconheceu que eu tinha 39 anos de contribuição. No entanto, dois estavam sobrepostos - não valiam. Quando ingressei no mercado de trabalho, o governo garantiu que, alcançando 35 anos de contribuição, eu teria direito a receber integralmente meu salário. Não aconteceu - o fator previdenciário abocanhou uma boa parte.

Digo em palestras que sou um “velho jovem”. Pois são muitos os velhos jovens hoje mobilizados para enfrentar as manobras e artimanhas do governo. É preciso discutir, sim, a Previdência, especialmente a que paga polpudos salários e seus desvios, acabando com o tratamento diferenciado entre servidor público e privado.

Repito o que disse num dos artigos anteriores: “os aposentados estão unidos em busca de seus direitos. De bobos, não têm mais nada e podem ensinar técnicas de mobilização. Quem diria, estão reconquistando o lugar de onde nunca deveriam ter saído: estão aposentados, mas não estão mortos”.

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Manoel Jesus

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