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2016-10-10 Eleições: o marasmo da indiferença

Passadas as eleições municipais a recomendação mais sensata é esquecer as diferenças partidárias e ideológicas e - o eleito - tenha consciência de que passa a ser o prefeito (a) de todo um município e de todos os eleitores. Por seu lado, que os eleitores saibam que, mesmo não tendo votado neste, têm, nos próximos quatro anos, um administrador que lhes deve retorno, sendo um servidor pago pelos cofres públicos, portanto com o meu e o seu dinheiro.

Na prática não é assim que acontece. O antagonismo continua depois de empossados os eleitos e, em grande parte, os eleitos acreditam que tomam conta da máquina pública e buscam se perpetuar. Infelizmente, não é privilégio de cor ou partido político, mas tem sido regra geral para quem repete mandato. O projeto de poder se torna mais forte que o projeto político.

Alguns elementos já são comuns e devem ser preservados. Embora algumas “mentes iluminadas” façam críticas, vemos resultado na lei da ficha limpa, assim como na proibição de que as empresas financiem campanhas eleitorais. Ainda não faz nem cócegas, mas já foram eliminados do processo eleitoral listas de candidatos que, na maior cara de pau, com problemas na justiça, queriam concorrer. É só o início.

No financiamento, uma campanha enxuta desmotivou quem somente queria lucrar com o processo. Menos dinheiro exige mais criatividade. Que não apareceu. Nos 45 dias de campanha, vimos a repetição do mesmo, parecendo um disco de vinil arranhado repetindo as cantilenas que já haviam sido rodadas em campanhas passadas.

Não foi a campanha eleitoral a culpada pelo desinteresse da população, mas o processo político, em especial a classe política. A possibilidade de que a mudança tornasse o quadro ainda pior trouxe a sensação que, entre trocar o seis por meia dúzia, era preferível ficar com o mesmo. Escândalos, mau uso do dinheiro público, políticos fingindo-se de “bons meninos” são os causadores do “conservadorismo” atual.

Então - partidos, sindicatos, igrejas, organizações comunitárias - se não quiserem submergir ao marasmo da indiferença, está na hora de tornar bandeiras comuns. Exemplo, as “Dez Medidas contra a Corrupção”, apresentada pelo Ministério Público ao Congresso.

Podem dizer que esta é apenas parte da solução. Erradicar este câncer que corrói a máquina pública é um processo doloroso, mas necessário para dar um novo ânimo à sociedade. Esta mesma sociedade que precisa superar a hipocrisia de quem brada ao enfrentar a corrupção genérica, mas se esquece de agir contra a corrupção do cotidiano.

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Manoel Jesus

Educador



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