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2016-08-22 O sonho fugaz de uma Olimpíada

Não consegui entrar no espírito olímpico. Acompanhei parte de alguns jogos - exceção das meninas do futebol. Me irritei com o futebol dos marmanjos. Fiquei sem entender nada da maior parte dos esportes. Mas quando o quadro de medalhas apontou para a triste realidade, os números eram indiscutíveis: países com tradição em incentivar esportes passaram à frente, apesar de nosso ufanismo.

O Rio de Janeiro está vivendo o ápice do rendimento de atletas preparados há longo tempo, iniciado ainda na infância, com acompanhamento no desenvolvimento físico e intelectual. Quando se vê a enxurrada de recursos de órgãos públicos carreados para bancar alguns esportistas, ou quando bancos públicos financiam megacampanhas por meios de comunicação, repetimos os mesmos erros: imediatismo; esperamos que ‘o aqui e o agora’ encubram os rastros de nossa incompetência.

Simplesmente porque, novamente, os recursos são mal usados para fazer a perfumaria dos administradores de plantão. Os melhores exemplos de superação vêm de ambientes comunitários (favelas, por exemplo), clubes sociais ou das forças armadas, onde programas são incentivados, buscando nas bases aqueles desportistas que irão ter um desempenho potencializado pela técnica, bons ambientes e alimentação adequada.

Nenhuma das soluções passa por reformas que deem resultados de imediato. Mas é preciso fazer um ponto de corte e estancar o desvio de recursos assim como seu mau uso. O governo deve incentivar atividades comunitárias, nas escolas, ações conjuntas com clubes e integração das forças armadas para que seus espaços e profissionais interajam com aqueles que podem ser futuros campeões.

Ao ver o quadro com as primeiras quatro medalhas para o Brasil ficou claro: desportistas formados em atividades militares! Recentemente, discutiu-se a procura de escolas militares por civis que desejam um estudo “mais puxado”. Do jeito como as escolas estão em dificuldade - em nível municipal, estadual e federal - os pais querem apostar que a disciplina recupere aquilo que projetos pedagógicos salvadores não conseguiram.

Ganha destaque quando um menino ou menina saem de ambientes adversos e vencem. Não é a regra, é a exceção. Não chegamos ao nível de termos o melhor para crianças e jovens, então, quem sabe, possamos criar ambientes nas escolas e comunidades para lazer: corrida de saco, bolinha de gude, pular corda, peladas, jogo de taco... Ou continuamos incentivando a discrepância entre o que as crianças têm em seus ambientes próximos e o que veem no sonho fugaz de uma Olimpíada distante da realidade.

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Manoel Jesus

Educador

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