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2016-07-04 Adulto com deficiência - O direito à imperfeição

O auditório no quarto andar do campus Anglo, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tem uma visão privilegiada do Canal São Gonçalo. Até onde a vista alcança, é possível visualizar, inclusive, a ponte que liga com o vizinho município de Rio Grande. Foi ali que a Associação de Pais e Amigos de Jovens e Adultos com Deficiência (APAJAD) realizou sua Escola de Inclusão, com o tema “Vida Saudável, Feliz e Produtiva”.

Fiquei com a incumbência de tratar da parte referente à “Comunicação - afeto e saúde”. Ali estavam estudantes da instituição que apoia o evento e a própria organização, pessoal voluntário, pais e responsáveis sedentos por maiores esclarecimentos, mas também por compartilhar conquistas e perdas, medos e momentos de carinho, traumas e certeza de que foram contemplados com alguém especial, mesmo que, em muitos casos, não saibam lidar com situações diferenciadas que lhes são apresentadas.

Minha reflexão seguiu o curso dos textos que apresento sobre a “inutilidade”. Aqui uma “inutilidade” promissora, merecedora que se compreenda seu processo afetivo, com os vínculos que estabelece e precisam ser clareados e entendidos para que a vida possa ser aproveitada na sua plenitude: “saudável, feliz e produtiva”.

Muitas instituições, hoje, trabalham com crianças e jovens com deficiências. Mas poucas, ou quase nenhuma, com adultos. Talvez porque estejamos vivendo um momento de transição, com estas pessoas vivendo bem mais do que viviam até há pouco. Mas fica bem distante do atendimento que merecem por instituições educacionais e pelo setor público.

Vendo o esforço daqueles que estavam no auditório e, depois, no saguão, numa apresentação de capoeira, saí com a impressão que precisava olhar, novamente, para algum detalhe daquele quadro. Voltei à janela e debrucei meu olhar sobre as margens do São Gonçalo. Estava ali a resposta: muitas cidades depois de terem dado as costas aos seus rios, hoje, colocam abaixo muros e revitalizam seu entorno para contemplar belezas e sintonizar com a vida que corre por seus cursos.

O paralelo podia ser traçado: o quadro já evoluiu bastante - a Associação é uma prova disto -, mas ainda está longe do tratamento merecido, também pela sociedade, que lhes volta as costas quando o assunto diz respeito à aprendizado e socialização. Confirmam o padre Fábio de Melo, com o qual encerrei minha participação: “o dia que você quiser que o outro seja perfeito, você já esqueceu todas as regras do amor... Porque o amor nasce da imperfeição!”.  

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Manoel Jesus

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