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2016-06-06 "Porque sou homem!"

Um vídeo simples: quatro ou cinco rapazinhos colocados diante de uma câmera, na faixa dos sete aos 11 anos, um interlocutor e uma série de perguntas. O que importava era a reação deles, especialmente seus traços fisionômicos, diante de alguns fatos: dados pessoais - nome, idade, desejos profissionais - e o aparecimento de uma jovem menina, passando o foco a ser direcionado para a forma como tratariam uma mulher.

O vídeo vai da forma meio desastrada de todos eles em acariciar a menina, sendo mais felizes quando têm que fazer uma careta para ela, até o impacto da sugestão: "bata nela!" Rostinhos vermelhos na primeira ação; completamente desinibidos quando fazem o que mais gostam - brincar - na segunda; e congestionados, não acreditando no que lhes é pedido, quando se trata de praticar a violência.

A produção italiana não é nova, mas tem todo o sentido quando se fala em violência contra a mulher, a partir do estupro coletivo praticado por homens (?), no Rio de Janeiro. O estupro é uma das estatísticas silenciosas, porque grande parte acontece na intimidade das residências e dos grupos sociais próximos. Quando atitudes sádicas como esta são praticadas qualquer pessoa, em sã consciência, pensa em "onde foi que erramos", passando a reflexão pelos pais, religiosos, educadores, instituições sociais...

Também não se pode generalizar. Quando se questiona "o que está acontecendo com os nossos jovens?" parte-se da premissa equivocada de que todos eles estariam no mesmo redemoinho. E isto não é verdade. Encontramos muitas famílias bem estruturadas e jovens que superam carências e mesmo situações contrárias para encontrar seu rumo na vida. O número daqueles que chegaram à barbárie não é maior, nem próximo àquele dos que buscam, numa vida equilibrada e saudável, a construção dos seus próprios caminhos.

Muitos questionamentos podem ser feitos, sem isentar quem praticou a violência. São culpados e, mesmo que vítimas do sistema, precisam pagar. Culpar a vítima por "n" razões é tão infeliz quanto o pai que se vangloria do filho "pegador", ou da mãe que serve pai e filho à mesa, mas deixa a filha de lado. Os meninos italianos deram diversas razões para não bater numa mulher. Um deles fez um resumo: "porque sou homem!".

Pode-se interpretar de duas formas: "sou gente e gente não pratica violência", ou "sou do sexo masculino e não há sentido por ser mais forte em dominar e agredir alguém". Em ambas está a semente da mudança para estancar a violência: educar para o convívio, a descoberta das diferenças e das possibilidades de serem complementos. E mais: porque perdemos uma parte do "ser" humano ao agredir alguém, negamos nossa condição de seres espiritualizados para nos contentarmos em, apenas, boiar na lama dos instintos.

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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