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2016-05-23 Uma democracia que ainda não amadureceu

Lavar os cabelos todos os dias, um dia sim e um dia não, ou deixar mais dias para não ressecá-los, torná-los quebradiços, ou provocar a queda? A especialista entrevistada aconselhou lavar todos os dias, no máximo de dois em dois dias. Mas o que me chamou a atenção foi o fato de que defendia a necessidade de que se fugisse da ditadura do cabelo liso e o direito de cada um ser feliz com o cabelo que tem.

Onde quero chegar com esta história, já que os meus cabelos são tão poucos, com mais entradas do que bandeiras? No fato de que nos debates sobre prós e contras do governo atual perdeu-se a noção de que, em qualquer discussão, com o ranço do radicalismo - e fundamentalistas de ambas as partes - não apenas se tem a ditadura do cabelo liso, como também se quer escalpelar o antagonista. Que, obrigatoriamente, não precisa ser um inimigo, mas pode ser apenas um civilizado adversário.

Na troca de presidentes, fico com a ideia de que trocamos seis por meia dúzia. Antes que me acusem de “coxinha” ou de “petralha”, deixo claro que não vejo nos partidos a salvação gloriosa como alguns querem ver. Por outro lado, fica visível a omissão das organizações sociais - aí incluindo as igrejas, sindicatos, associações de diversos tipos - e sua incapacidade de mostrar à população a necessidade de ficar atenta, manter-se informada e agir nos momentos de tensão social.

Na década de 80, o discurso de muitos dos políticos que hoje estão na berlinda era de que nossa democracia incipiente precisava da força dos movimentos sociais (efetivos e não apenas para usufruir de benesses e recursos públicos) para se consolidar. Infelizmente, o passar do tempo criou uma cratera entre as duas partes: movimento social somente passou a ser reconhecido e bom se servisse a uma causa político partidária.

Passou a valer, nas organizações sociais, o mesmo que vale no setor público e no mundo da política: o corporativismo. Organiza-se uma instituição que congrega simpatizantes e necessitados de cargos e empregos para dar suporte a propostas não mais de política no seu sentido lato, mas de busca pelo poder. E depois de alcançá-lo, dispensa-se um dos mais elementares princípios da democracia, que é a alternância em busca de melhores propostas, melhores quadros, melhores serviços.

No Brasil, a democracia não amadureceu, porque não amadurecemos culturalmente, baseados em princípios da moral e da ética. Não basta apenas dicotomizar entre quem saiu e quem entrou na presidência. O país e a nação são bem maiores do que tudo isto e o brasileiro merece ter esperança de estancar a corrupção, que os tributos retornem em serviços e que homens e mulheres que se tornaram públicos saibam que já ganham demais para nos envergonhar tristemente, diante de seus próprios cidadãos e do mundo!

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Manoel Jesus

Educador



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