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2016-05-09 Desemprego - O efeito cruel da crise

Jornais estamparam uma pesquisa mostrando o número crescente de desempregados entre os provedores de famílias. Na família tradicional, onde o pai (ou a mãe) é a âncora do sistema financeiro do grupo - mesmo que haja demais familiares que compõem a renda - o baque foi sentido. Na grande Porto Alegre, o aumento chega a 86% na última década. Eram 36 mil e, agora são 67 mil pessoas que se encontram desempregadas. O desemprego cresce mais entre homens acima de 40 anos e chefes de família.

Como um dos efeitos perversos, mulheres e filhos deixam suas ocupações e, também, engrossam a fila daqueles que procuram emprego. A estatística oficial (sem contar os trabalhadores informais) diz que já temos cerca de 11 milhões de brasileiros e brasileiras afastados de seus empregos.

Quem já passou pela experiência de ter alguém na família desempregado sabe o efeito devastador que esta situação tem sobre a pessoa e o grupo no qual convive, seja familiar ou de relações próximas. Embora aquela “mãozinha amiga” que sempre se dá para o sustento básico, a pessoa gosta de gerenciar seus recursos e, além de sobreviver, investir nela própria e em seus momentos de descontração.

Quem circula pela periferia e interior sabe que outro efeito colateral acontece com o uso dos benefícios de aposentados. Quando se instala o desemprego para os membros mais jovens, aquilo que os assistidos pela previdência recebem acaba sendo lastro fundamental para que as necessidades básicas sejam sanadas - alimentação, contas da casa, escola - assim como dar alguma segurança para o grupo familiar.

Quando os políticos falam em cuidar de pessoas é preciso olhar para uma situação como essa e ver que no furor do embate entre os grupos que se ilharam em Brasília não passa a preocupação com uma realidade que eles causaram. Entre o discurso e a realidade há uma diferença quilométrica separando o planalto central do Oiapoque e do Chuí. Dar condições dignas de sobrevivência faz parte da política que envolve princípios éticos e morais, e que estão distantes dos pregões das bolsas e das oscilações do dólar e do euro.

Investir em gente é sempre mais difícil e perigoso porque pode dar àqueles, que hoje sofrem com o desemprego, a consciência de que seus recursos não chegam, mas continuam alimentando abundantemente os três poderes da República.

A desilusão que a população tem hoje pode ser positiva. Quem sabe não vamos aprender e, gradativamente, negar a estes senhores seus fóruns privilegiados em Brasília. Desempregados, podem sentir na carne o quanto é difícil conviver com a incapacidade de, no auge de sua energia, não ter trabalho e depender de outros para a própria subsistência!

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Manoel Jesus

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