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2016-04-25 O efeito Wall-E

Acompanhei no final de semana o processo de impedimento da presidente Dilma. Especialmente no domingo - tarde e noite - ouvi um pouco de rádio, televisão ligada, atendendo telefonemas de emissoras de rádio e acompanhando as redes sociais. Quando os números começaram a ficar claramente desfavoráveis à presidente, muitos dos que postavam comentários e avaliações começaram a minimizar sua repercussão, desqualificando a representação da Câmara dos Deputados.

Para quem não acompanha o mundo da política pode ficar difícil de entender, mas aquele primeiro passo - passar pela Câmara - deveria representar o “ouvir a voz das ruas”, já que aquela Casa é uma representação proporcional da população brasileira. Enquanto isso, o Senado, que efetivamente vai fazer o julgamento, deveria ser uma Casa de notáveis, fazendo a representação dos estados da Federação.

Entre irritados, decepcionados e debochados, os comentários eram a respeito do nível dos parlamentares que faziam a sua manifestação. Ora, ora... Os parlamentares que fizeram sua manifestação são exatamente isto: a representação mais pura da população brasileira! O que se viu em plenário foi aquilo que se está acostumado a ver nas ruas, no trânsito, nos lugares públicos, nos espaços de convívio: desrespeito ao outro, escárnio pelos adversários e a transformação de qualquer evento em disputa futebolística!

As duas alternativas que se tinha - o impedimento ou a continuação do governo - não melhoram as nossas perspectivas. Ao contrário, o acirramento das tensões deve levar a que, de ambos os lados, se esqueça do bem comum para bolar estratégias de manter o poder (ou alcançá-lo), mesmo que seja necessário sacrificar parcerias históricas, abrir mão de princípios elementares da ética e jogar no caldeirão de negócios tudo o que possa garantir apoio.

Os otimistas acham que estamos em terra arrasada e que, daqui em diante, a tendência é melhorar. Tomara. A figura de Wall-E, como muitos devem conhecer, é aquele robozinho que, quando a população humana deixa a Terra depois de tê-la transformada num lixão, fica para fazer a limpeza. Seu convívio é com uma barata, com a qual divide seu tempo e o espaço onde resgata lembranças dos humanos. Até que um dia... Encontra em meio aos escombros uma pequena plantinha! A esperança de que nem tudo esteja perdido!

Deixando de lado os discursos histriônicos e as performances feitas para as câmeras de televisão, pôde se acompanhar algumas participações de políticos em condições de resgatar esta esperança. Desde que deixamos o regime militar, os governos tem pregado coisas que não fazem, como mudanças na economia, um estado menor e mais eficiente, uma reforma política que acabe com antigos vícios -, especialmente dos que veem na sua atuação uma “boquinha”, um emprego de onde vislumbram os mapas para usar em seu benefício.

Negar que a Câmara é hoje a nossa representação política é bobagem. O que precisamos é melhorá-la, ir atrás de cada um dos “Wall-Es” que podem fazer a diferença. Em meio ao quadro deprimente (embora, em algumas ocasiões, hilário) que assistimos no final de semana, precisamos perceber que o julgamento foi político, pena que de uma política às avessas: esquecida dos princípios mais elementares do bem comum.

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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