Quinta, 18 de outubro de 2018, 09:47h


Publicidade

Sicredi
Tordilho

Este conteúdo precisa do Adobe Flash Player instalado.

Get Adobe Flash player


Newsletter

Jornal Tradição

Ano XIII - Número 629 outubro - 2018

Fechar X

Ano XIII - Número 629

outubro - 2018


Galerias

Publicidade

Especiais

Jornal Tradição

Caderno Especial 92ª Expofeira Pelotas 2018 2018/10

Receitas

Torta de limão

Assine


Home Colunistas

Versão do Fato

2016-04-18 Igreja, família e Francisco

A Igreja Católica vai precisar de algum tempo para assimilar as últimas orientações do papa Francisco com relação à vida familiar, especialmente quando fala que “ninguém pode ser condenado para sempre”. E acrescenta: “estou aqui falando não apenas dos divorciados e dos que se casaram de novo, mas de todas as pessoas, em qualquer situação que se encontrem”.

Tentando ouvir e ler atentamente o que foi dito, fiquei com a nítida impressão de que se confirmava aquilo que um bispo local dizia há mais de 30 anos: “eu preciso ajudar os que vêm atrás e colocar bom senso na cabeça dos que avançam rápido demais”. Para os mais apressados, é assim que funciona a Igreja e não adianta desejarem fazê-la à sua imagem e semelhança. A Igreja Católica tem o seu ritmo e por isto mesmo sobreviveu ao longo da história, nos últimos dois mil anos.

Resultado de duas grandes reuniões de bispos do mundo e depois de ter tentado ouvir todos os segmentos da Igreja, Francisco sabe que não vai agradar a gregos e troianos. Para os mais conservadores, vai parecer avançado demais; para os progressistas, esperavam mais do que lhes foi alcançado.

Mas há avanços indiscutíveis: na forma de tratar os problemas, mostrou a sensibilidade e o bom senso de recomendar que as igrejas locais fiquem atentas e acolham aqueles que precisam de atenção, respeito e cuidado. Incentiva os padres a exercitarem o discernimento sobre “famílias feridas” e serem misericordiosos em vez de julgarem.

Posições como essas têm polarizado opiniões. Francisco não mudou a doutrina católica e continua a ser um forte opositor do aborto, que recentemente chamou de “mal absoluto”. Discursos e iniciativas propostas pelo papa têm sido impactantes, ainda que nem sempre ágeis o bastante ou populares entre alguns sacerdotes e pretensos seguidores da fé católica.

No documento divulgado no dia 8 deste mês, o papa afirma que “todos, independentemente de orientação sexual, devem ser respeitados em sua dignidade e tratados com consideração”. Ressalta: “não há absolutamente nenhuma base para considerar uniões homossexuais de qualquer modo similares ou remotamente análogas aos planos de Deus para o casamento e a família”.

Quem espera mudanças mais radicais sobre este tema vai se decepcionar. Por mais vontade que um papa tenha de avançar em certos assuntos, indispor-se com as diversas alas da Igreja pode ser motivo para uma ruptura sem reparação. Então, a esperança é que o mesmo Espírito Santo que surpreendeu com um papa Francisco também destine à Igreja Católica a energia necessária para ser luz de esperança num tempo em que as relações sociais se tornaram sombrias, e mesmo as relações de fé foram colocadas na vala comum dos artigos descartáveis de consumo.

Comentários (0)





Fechar  X

Igreja, família e Francisco




Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

Arquivo

Publicidade

Publicidade



Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: jornaltradicao@jornaltradicao.com.br / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados