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2016-01-18 Pequenos gestos do bem

Domingo pela manhã, próximo ao meio-dia. Entre os inumeráveis canais da televisão a cabo, nenhum programa que agrade. Vasculho a grade e caio nos canais abertos, onde a Rede Record transmite “Domingo Show”, por Geraldo Luís. Uma cópia do estilo popular iniciado por Silvio Santos e que encontra adeptos (com algumas variáveis mais sofisticadas ou escrachadas) em, praticamente, todos os canais.

Na tarefa de preparar o almoço, vou pescando um elemento aqui, outro ali. Vejo uma imagem e escuto uma informação, já na cozinha. Uma mistura de música sertaneja, dramas de famílias, pretensas denúncias sociais... um buffet de entretenimento. Lá pelas tantas, uma história chama a atenção: a caminhoneira Morgana, aposentada, que deixou Curitiba (PR), depois da separação, e partiu para Navegantes (SC). 

Passado um tempo, a pergunta: o que fazer? Resolveu trocar de carro e, na revenda, encontra uma van adaptada para viagens, com a estrutura de uma casa em miniatura. A intenção não era acampar pela costa litorânea ou em pontos de turismo do interior, mas ir atrás de um sonho: levar comida, roupa, água e atendimento a mochileiros e famílias que perambulam pelas estradas, ou que se abrigam às margens das rodovias.

Parei. O que ela contava tinha tudo a ver com experiências que ouço e vejo em Pelotas - sopão comunitário, por exemplo, feito por espíritas, católicos, evangélicos, onde a característica é uma: o outro precisa, saio da zona de conforto e vou fazer o possível para suprir a sua carência, independente do que ele seja e do estado no qual esteja!

Muitas e muitas histórias. Pude então perceber que o ritmo devagar como as histórias são contadas serve também para prender a audiência. Mais além, é uma forma didática em que, repetindo elementos importantes, as pessoas mais simples entendam a mensagem.

Em sua van lotada de sacos de alimentos, roupas, água e elementos de primeiros socorros, lá vai a “andarilha do bem”, como é identificada na lataria de seu transporte, mostrando, no espaço na televisão, o que muitas mulheres e muitos homens fazem em seus condomínios, ruas, vilas e cidades no mais absoluto silêncio.

A história mais comovente foi a da menina que disse sonhar em ter um pacote de bolachas. Isto mesmo, apenas um pacote de bolachas! Na ocasião, a “andarilha do bem” não tinha, mas fez questão de voltar e trazer não um, mas muitos pacotes, além de roupa, outros alimentos e material escolar, pois a menina estudaria já no próximo ano. São muitas “Morganas” pelo mundo. Elas não chegam de vans, nem tem a cobertura da televisão. Mas dão lição na arte de conviver: ser feliz e fazer feliz dependem apenas de pequenos gestos do bem!

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Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

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