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2015-11-03 Finados: um bom tempo para cuidar dos vivos

No dia 2 de novembro, as Igrejas Cristãs fazem memória do Dia de Finados. No sincretismo que se tornou nossa cultura popular, infelizmente, em muitos casos, ao invés de alimentar a lembrança carinhosa daqueles que já partiram, passou-se a cultuar os mortos. Esta não é uma atitude que encontra respaldo no cristianismo.

O cristianismo explica a morte como o fim de uma caminhada terrena: “és pó e ao pó voltarás”. Terminada esta jornada, é tempo de ressurreição (assim como Jesus). A volta do espírito para Deus. Mas o que deveria ser comemorado passou a assimilar influências de outros credos e converteu-se numa despedida triste e dolorosa. Mais ainda: buscar por todos os meios uma forma de reencontrar aquele que já partiu ainda nesta existência.

É muito comum, inclusive, assustar crianças com a possibilidade de que, quase sempre no escuro da noite, apareça alguém, algum fantasma para assombrar. Ora, como dizia meu pai, o seu Manoel, “devemos ter medo dos vivos, não dos mortos. Os vivos podem nos causar mal, os mortos não o fazem mais!”.

Uma amiga contou que toda a vez que vai a um velório faz uma breve oração pelo morto, pedindo por seu descanso e vai cuidar dos vivos. Assim como, no caso de pessoas doentes, muitas vezes esquecemos de que o doente quase sempre já está sendo cuidado, faltando cuidar daqueles que cuidam dos doentes. O mesmo se dá quando uma família sofre uma perda: o pranto e a atenção é para quem já não está mais ali e se esquece dos que ficaram e da sua dor, do seu desamparo e sentimento de solidão.

Confesso que a morte nunca me assustou. Fiquei contente ao ouvir do papa Francisco um pensamento parecido: assusta sofrer até chegar à morte. Entretanto, é a única coisa certa enquanto existimos: um dia todos nós haveremos de morrer. Como se diz: ninguém fica para semente. O padre Ademar, numa Celebração da Saudade, disse que acompanhou muitas pessoas em seu derradeiro instante. A regra geral era que, aqueles que souberam organizar sua vida, sua espiritualidade, chegam ao fim em paz, dispostos a reencontrar com o criador. Já aqueles que não souberam fazer o mesmo se mostram ressentidos, assustados e em pânico diante do que pode lhes acontecer.

Este é um bom momento para repensar relações. Ninguém vai a um enterro para “prestigiar” o morto. Este já não tem mais como aceitar as supostas homenagens. Faz-se melhor se dermos nossa solidariedade aos parentes, amigos e conhecidos que o prezavam. Só então faz sentido pensar em Finados: um bom tempo para cuidar dos vivos!

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Manoel Jesus

Educador



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