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2013-08-06 O legado de Francisco

Levamos um banho de papa. A mídia foi incansável – e na maior parte das vezes bem – em transmitir aquela que foi a maior manifestação popular do Brasil – a Jornada Mundial da Juventude, com a presença do “papa pop” Francisco. Com um discurso muito claro, posicionou-se, dentro do possível, sobre todos os temas em que a “sociedade” questiona a Igreja. Fez avanços, mas não surpreendeu: esteve dentro daquilo que internamente muitos já cobram e sentem que, se não houver mudanças, haverá bem mais dificuldades em manter os quadros católicos.

Está pedindo que a Igreja seja menos clerical – deixe de ser “padrecentrica”. Possivelmente, serão os bispos que terão mais dificuldades para estes novos tempos de Francisco. Mas que já foi um bom sinal eles "rebolarem" com os jovens em algumas músicas durante a Jornada... Isto foi!

Em diversas ocasiões, pediu: “Rezem por mim!” Vamos combinar: rezamos pelo papa de uma forma quase que burocrática. Depois do Francisco, a gente o inclui nas nossas preces, torcendo para que faça valer a força do Espírito Santo. Ele afirmou: “Disse que lhes daria a minha bênção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não creem. Concedo minha bênção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe!”.

Os jovens viram em Francisco um papa carismático com um discurso que seduz. Agora, na outra ponta, padres, bispos e lideranças religiosas têm que encontrar um caminho para levar os jovens aos nossos espaços religiosos. Uma igreja mais acolhedora, uma igreja mais compreensiva, uma igreja mais tolerante, uma igreja que não faça da celebração um espaço do "eu sei, vocês aprendem" para "eu estou aprendendo, quero que vocês aprendam comigo. Eu tenho uma mensagem, mas também tenho um testemunho!"

Gostei muito de tudo o que ouvi e vi. No entanto, há algumas coisas nas cerimônias da Igreja Católica que me preocupam. Ficou expresso numa frase que esteve nas redes, esta semana: “nunca abaixe a cabeça para ninguém, nem levante o nariz alto demais. Olho no olho já é o suficiente”. Esta é uma dificuldade que eu tenho em entender. Em todas as celebrações, dá um arrepio de estranheza quando jovens ou adultos, ordenados ou não, ajoelham diante de outro homem, não importando se padre, bispo ou papa.

Não encontro na Bíblia, lugar algum em que alguém se ajoelhou diante de Jesus Cristo Homem. Ajoelhar, somente diante de Deus! Jesus Eucaristia é Deus, por este motivo, dobrar o joelho quando se entra numa igreja, diante do Sacrário. Nos outros casos, é uma tradição romana, onde se dobra o joelho diante do poder! Este poder do qual o legado Francisco, aos poucos, está nos afastando.

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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