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2013-07-18 Um novo tempo, uma nova religiosidade

No próximo domingo (15) a Globo News vai passar um programa feito por uma rede portuguesa de televisão – RTI (parte pode ser visto no YouTube) - que foi a primeira a ingressar nas dependências da casa Santa Marta, lugar onde reside o papa Francisco. O papa não quis viver no apartamento reservado ao Sumo Pontífice, no Vaticano, mas num espaço menor, com mais gente.

Como jesuíta que é, Francisco não está acostumado a viver sozinho como muitos do clero secular, que têm sido a maior parte dos papas até então. Segundo correspondência que enviou a amigos com os quais conviveu em Buenos Aires, tem descrito que toma o café da manhã e faz outras refeições em refeitórios comunitários, pois “se eu mudar agora, depois de velho, vou fazer um papel ridículo”.

Foi este papa que o rabino Abraham Skorka – também argentino - encontrou em recente almoço quando a televisão portuguesa pode fazer um apanhado do dia a dia desta figura que tem encantando o mundo. Recordaram de publicações que fizeram juntos na Argentina, assim como alguns programas de televisão, em que discutiam sobre fé, a paz, a religiosidade inerente do homem.

Argumentando sobre o fundamentalismo, Francisco disse que esta chaga que hoje se atira sobre os muçulmanos nasceu no cristianismo, quando “o detalhe passa a ser o eixo central” e a “minha verdade não admite que o outro possa pensar de uma forma diferente”. Citaram diversas ocasiões onde as religiões serviram de desculpas para que fossem feitos os jogos políticos e econômicos.

Num tempo em que populações do mundo inteiro saem às ruas pedindo uma nova relação entre os poderes públicos e os cidadãos, ambos afirmam que é preciso trabalhar pela paz, mas, especialmente, “é preciso ter o coração aberto para ela”. O papa Francisco expressou seu desejo de que, em breve, lideranças religiosas do mundo inteiro possam se encontrar – sugeriu no Vaticano – para rezar pela paz, assim como João Paulo II chamou estas lideranças para rezar em Assis.

Bem humorado, Francisco contou uma história que teria acontecido em Israel entre o primeiro ministro daquele país e um líder dos palestinos. O palestino teria dito: “há muito tempo queria encontrá-lo”! Ao que o ministro respondeu: “Então porque não veio antes?” Estes são sinais positivos de que os anseios das populações – tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento – não podem vir apenas recobertos por interesses financeiros e políticos. Este novo tempo questiona também os homens e mulheres de fé para que se diferenciem do que vêm apresentando e sejam testemunhos de uma nova religiosidade.

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Manoel Jesus

Educador

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