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2018-02-01 Sinais dos tempos...

Difícil assistir sem se emocionar as homenagens, gestos de silêncio e de protesto, que marcaram os cinco anos do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria. Quem acompanhava rádio na madrugada foi surpreendido quando começaram a elencar o número das vítimas, até chegar a 242 pessoas que não conseguiram escapar.

Impossível não ser solidário com pessoas que buscam em São Paulo vacina contra a febre amarela. Embora não estando em regiões de risco, sentem a inoperância dos serviços públicos que deveriam ter tomado as providências: anteriormente, o controle e, agora, disponibilizar vacinas em número suficiente para todos.

Não há como ficar indiferente à nova edição do Big Brother Brasil (BBB), que já “inovou” em todos os quesitos de baixarias e, agora, mostra sua capacidade de ainda surpreender. Escancarando não uma suposta liberdade dos indivíduos, mas a capacidade em distorcer valores éticos e morais.

Em comum? Uma sociedade incapaz de se indignar com o que ela mesma criou. A máquina pública que não faz justiça, incapaz de atender às demandas da saúde ou inoperante em orientar jovens para comportamentos sadios, precisa ser tratada, com urgência, mesmo que não se tenha claro qual é o remédio.

A sirene que tocou na manhã de domingo alertando para os horrores da Boate Kiss se repete a cada ano; os macacos morrem num desastre anunciado, não sendo transmissores do vírus, mas prenúncio de que os humanos serão os próximos; o BBB indica que vendemos a alma e a consciência para a indústria do entretenimento.

Os pais que choram por seus filhos buscam Justiça. E conseguiram mais: questionar a própria Justiça! As lideranças “de fato” abrem os olhos, deixando de lado políticos de estimação, e se engajam na luta pela sobrevivência! Os educadores sabem que falharam e precisam se reinventar para não perder seu sentido!

O estado que temos é feito à nossa imagem e semelhança. Os homens e mulheres que se adonaram da máquina pública a engessaram até se tornar este totem incapaz de qualquer ação ou reação, fazendo parte da ilha da fantasia que já não é apenas Brasília, mas todo o lugar onde alguém se julga “imexível”.

A costura do tecido social passa por um pacto de respeito mútuo. Dizer que a educação é prioridade é óbvio. A questão é: que educação? Infelizmente, não há no horizonte um projeto ou liderança aglutinadora capaz de fazer com que todos sentemos juntos e, mais do que discutir, trabalhemos pelo Brasil.

As eleições podem ser este passo para a mudança. Mas vão repetir os mesmos erros se não se aprender com o que aconteceu na Boate Kiss, continuar assistindo indiferentes ao confronto pela saúde ou achar apenas brincadeira que um programa entre todos os dias em nossas casas e faça a cabeça, especialmente, de nossos jovens e crianças...

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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