Quarta, 19 de setembro de 2018, 06:54h


Publicidade

Sicredi
Tordilho

Este conteúdo precisa do Adobe Flash Player instalado.

Get Adobe Flash player


Newsletter

Jornal Tradição

Ano XIII - Número 625 setembro - 2018

Fechar X

Ano XIII - Número 625

setembro - 2018


Galerias

Publicidade

Especiais

Jornal Tradição

Caderno Especial Semana Farroupilha 2018 2018/09

Receitas

Bolo Brownie

Assine


Home Colunistas

Versão do Fato

2017-12-22 O menino se chamaria Jesus

Era tarde quando o casal começou a subir em direção a Belém. O dia tinha sido difícil. Já não eram mais tão novos para lidar com os animais em busca de pasto e abrigo. Aquela era uma noite sem lua. Mas, no frio do início do Inverno, havia uma luminosidade que permitia ver a estrada.

Foi quando se aproximaram dos arredores da vila que ouviram o choro da criança, no lugar para onde costumavam levar os animais a serem alimentados e quando a temperatura era inclemente. Em meio às palhas que espalhavam pelo chão, também havia cochos para depositar a ração que completava a alimentação.

Uma luz difusa vinha do interior, parecida com uma vela. À porta, a surpresa: a mulher dera à luz e o marido tentava ajudar. Sua esposa tomou conta da situação, afastou os homens e fez o que toda a boa judia era capaz: vendo o casal atrapalhado com o cordão umbilical e em proteger o menino, designou as tarefas de cada um.

Pouco tempo depois, a mãe repousava sobre um colchão de palhas, no chão, encostada a uma parede. Uma manta fora colocada em um dos cochos, próximo, e serviu de berço para receber o recém-nascido. Só então puderam conversar. Estavam conhecendo José e Maria... O menino se chamaria Jesus!

Tarde da noite, deixaram os mais novos pais descansar. No caminho para casa, o marido olhou para a mulher, pensando que esta fora uma noite sublime. Na esposa, um sorriso meigo que não via há muito tempo. O sentimento de que presenciaram uma cena onde, se Javé não estava presente, ao menos enviara seus Anjos!

Ainda não se comemorava o Natal. Mas ele estava nascendo. A luminosidade de um firmamento estrelado dava sinais de que, a partir de agora, a História seria diferente. Amanhã, ambos haveriam de pegar seus bastões e voltar ao trato dos animais. Mas, no caminho, havia uma certeza: encontrariam Maria, José e o Menino! 

Não sabiam por quanto tempo a família ficaria em Belém - esqueceram de perguntar -  mas não era razão de se preocupar. A noite em que Jesus nasceu permaneceria em seus corações. Estavam envelhecendo, mas tinham certeza de que enquanto a vida corresse por suas veias lembrariam da jovem, do homem mais velho e da criança.

Uma criança que em nada se mostrava diferente dos filhos de Israel, mas que, em meio aos “sem história”, reescrevia a relação do homem com Deus. Exatamente naquilo que faz o Cristianismo ser absolutamente singular: Deus se fez homem, para que o homem tivesse a oportunidade de chegar mais perto de Deus!

Um feliz e abençoado Natal!

Comentários (0)





Fechar  X

O menino se chamaria Jesus




Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

Arquivo

Publicidade

Publicidade



Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: jornaltradicao@jornaltradicao.com.br / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados