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2017-10-30 Deus não joga...

É comum encontrarmos pessoas que são taxativas em usar a expressão: “Deus castiga”. Especialmente quando algum mal atinge outra pessoa, a sentença se faz peremptória, abrindo mão de qualquer julgamento. Mais facilmente, estigmatizamos ao outro, buscando para nós, ao menos, o benefício da dúvida.

Alguém que não quis cuidar de uma pessoa incapacitada - seja por doença, deficiência ou velhice - e depois depara-se com a própria finitude, sendo, também, abandonada, consegue o estigma de que “teve a sorte que mereceu, o castigo de Deus”. Concordo com a primeira parte, discordo da segunda.

Quando se pratica o mal, especialmente para quem precisa da nossa solidariedade, plantamos a semente daquilo que nos reserva o futuro. Não é uma questão do “querer de Deus”, mas de consequência dos nossos próprios atos. Se eu fumar durante anos, beber por muito tempo, descuido da minha saúde e, no futuro, vou ter que arcar com os resultados.

Estas são áreas bem definidas - embora mal compreendidas e aceitas - porque já se conhece o resultado do excesso de fumo e de álcool. Mesmo assim, acredita-se que, parando depois de algum tempo, Deus vai fazer o resto! Como assim? Queremos os “benefícios” de uma vida desregrada e, depois, a solução tem que vir por milagre?

Milagres não são tão comuns assim. O pai que abandonou o filho desejava passar uma borracha no tempo que negou o convívio. Impossível. Por melhor que sejam os anos futuros, restam cicatrizes dos tempos de solidão e afastamento. Voltar é um passo acertado, que não desfaz o erro, sequer suas marcas.

Os tempos de crise abrem espaços para os fanáticos, que transformam Deus em refém, fazendo chantagem para que ele lhes entregue todos os benefícios e, de preferência, fulmine seus adversários. Mas também para uma discussão sobre os valores morais e referências éticas.

As religiões cristãs são ricas nesta área: a grandeza do Novo Testamento é, exatamente, o anúncio de que “Deus é amor”, dando a liberdade ao homem, até para praticar o mal. Mas fazendo-o colher daquilo que plantou. Pagar por pecados não precisa ser um tempo depois que se abrem os portões da eternidade. Acertamos as contas ainda por aqui, na certeza de que “Deus não joga... mas fiscaliza”.

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Manoel Jesus

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