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Caderno Especial 161 anos de Canguçu 2018/06

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2018-07-20 Vamos falar de cidadania...

Uma conhecida precisou atender o filho de uma amiga que havia se acidentado de moto. A primeira visita foi apavorante. O rapaz sequelado, em condições de higiene precárias, com escaras, sem cuidado com os equipamentos e a família acreditando que o importante era que comesse bem, porque o que ele precisava era “ficar forte!”.

Amigo disse que o filho ficou pior que guarda de trânsito. Toda a vez que estavam na rua, o menino era um "GPS" no banco traseiro: “pai, o sinal vai fechar”. “Pai, não joga papel na rua”. “Pai, não coloca o braço na janela”... A esposa contou que profissionais estiveram na escola, fizeram palestra e simularam acertos e erros no trânsito.

Por definição, cidadania é a “condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política”. Pensei numa forma mais simples de dizer o mesmo. Veio do comandante que dirigiu o trabalho de resgate dos meninos e treinador na Tailândia: “desejo que sejam pessoas do bem!”. 

Simples e elementar: cidadania nasce com a pessoa, pois todos passamos a integrar um Estado, no nosso caso, “cidadãos brasileiros”, Mas é condição que se aperfeiçoa todos os dias, exatamente o desejo do militar: para desempenhar o que a sociedade espera de seus membros é necessário que cada um se torne uma pessoa do bem!

Vamos falar em cidadania... assunto que deve ser abordado por pastores, reverendos, padres, sindicalistas, educadores e, até, políticos! Não forjamos cidadãos a partir do nada ou compramos o direito de ser cidadão. O menino que se transformou em fiscal do pai está exercendo cidadania, porque aprendendo da forma correta e exigindo daqueles com os quais convive que também façam o mesmo.

O outro caso é um problema de educação, ou melhor, da falta dela. Uma família que não teve chance de formar princípios e obter informações elementares de cuidados vai pagar, possivelmente, com uma vida. Não iniciou em casa o aprendizado e não aceitou da escola o que as crianças, de alguma forma, sempre trazem. Perdeu a cidadania...

Exercer esta condição é a concretização por excelência da arte de fazer política. Infelizmente a forma como é tratada e, em muitos casos, o deboche para com os seus valores levou a que boa parte da população não se interesse. E pessoas indiferentes são presas fáceis de extremismos de qualquer coloração ideológica. 

Cidadania começa por educação, autoestima: aprendo e torno melhor minha vida e daqueles com os quais convivo. Pequenos cidadãos são semente das mudanças que precisamos! Aprendem direitos e deveres e alimentam a esperança de uma sociedade melhor, mais justa, “do bem”. Desde que os adultos não atrapalhem pelo caminho...

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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